COMUNICADO.

 

Em função da significativa melhora nos números relativos à contaminação pelo Coronavírus, estamos extinguindo a necessidade de agendamentos. 

Nossas giras são as segundas e quintas feiras, com início sempre as 20:00 horas. Sejam todos bem vindos. 

 

Nosso endereço: Rua Maestro Romualdo Suriani, 67-B (antigo nº 49). Jardim das Américas, Curitiba-PR.

 

Recomendamos a utilização de máscaras durante sua permanência no terreiro.

 

Axé!
 

TERREIRO DE UMBANDA PAI ARRUDA DA GUINÉ - TUPAG

 

Pecado na Umbanda, existe?

 

             Comumente ouve-se falar: não faça isso por que é pecado; não pense assim por que é pecado; não comente isso porque é pecado.

 

                Inicialmente é preciso compreender bem o que significa o termo Pecado: substantivo masculino utilizado dentro do contexto religioso judaico-cristão que significa a violação de um preceito religioso e que vai contra a vontade e os desígnos de Deus.

 

                Levando tal conceito em conta, o risco de cometer algum pecado é muito grande, pois afinal, ninguém é perfeito ao ponto de não ter falhas durante o caminhar terreno.

 

                Considerado a desgraça maior do mundo, o pecado apresenta-se em dois tipos:

- Pecado mortal: é quando comete-se alguma ação muito grave; assim, acredita-se que Deus é expulso imediatamente de quem cometeu a ação e com isso ocorre a privação da existência de Deus no pecador; ao cometer esse tipo de pecado, a pessoa está condenada ao inferno;

 

- Pecado venial: é o pecado leve que não priva o Ser Humano da Graça de Deus em sua vida, não sentenciando-o ao inferno.

                Através do ato da confissão é possível o perdão desses pecados, permitindo que a pessoa volte a “fazer as pazes com Deus” e com isso não vá mais purgar as suas falhas no inferno, possibilitando que na hora da sua morte aquela pessoa seja salva; essa é a característica das religiões Salvacionistas.

 

                Dentro das religiões espiritualistas o pecado não existe, pois, tem-se como fundamento, a Lei da Causa e Efeito: para toda causa existe um efeito, ou seja, um evento primário ocasionará um evento secundário correspondente àquele.

 

                Conforme o francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, mais conhecido por Allan Kardec, o poder da causa inteligente está na razão da grandeza do efeito, ou seja, para cada causa inteligente tem-se um efeito inteligente.

Dentro da Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec através das ricas esplanações dos Espíritos, no Universo tudo é encadeado, nada acontece ao acaso; por sua vez, a Lei de Causa e Efeito promove a colheita do bem a quem o pratica, sendo verdadeira também a situação contrária, ou seja, quem semeia o mal certamente não colherá o bem.

Portanto, tal situação permite à pessoa tomar as suas escolhas, estimulando nesse momento a Lei do Livre-Arbítrio, ascpecto da Lei Maior que sustenta a evolução do universo inteligente. Vale lembrar que o Livre-Arbítrio é a ação do Espírito no limite do seu conhecimento e responsável na medida do seu entendimento.

Conforme o Livro do Espíritos, na pergunta 843, encontra-se o seguinte:

843-Tem o homem o livre-arbítrio dos seus atos?

“Pois que tem a liberdade de pensar, tem igualmente a de obrar. Sem o livre-arbítrio, o homem seria máquina.”

Ao seguir esse raciocínio, as pessoas são responsáveis pelos seus atos dentro do seu grau de compreensão; assim, o estudo constante, a busca pelas informações corretas, os esforços para atingir o conhecimento permitem ao Ser do ser humano libertar-se das amarras da ignorância, alçando vôo rumo à evolução.

A partir do momento em que a pessoa instrui-se começa a raciocinar de forma clara, compreendendo que através do conhecimento consegue nortear a sua vida de maneira a fazer o bem continuamente, pois sabe que deverá responder pelos seus atos caso incorra a uma ação não positiva.

 

              Considerando as orientações acima, é possível afirmar que na Umbanda não existe Pecado, pois a Umbanda respeita o Livre-Arbítrio das pessoas e por conseguinte cada um deverá responder conforme as suas ações. Ainda, a Umbanda é uma religião reencarnacionista e acredita que o Espírito terá incontáveis oportunidades de aperfeiçoar-se através das também incontáveis encarnações pelas quais poderá passar. Jamais uma Criação de Deus, que possui a Centelha Divina em si, será fadada a passar a eternidade no fogo do inferno. Terá sim a oportunidade de evoluir através dos seus esforços, melhorando-se cada vez mais.

É importante lembrar que não deve ser deixado para amanhã (encarnações futuras) aquilo que é possível fazer hoje (atual encarnação), pois também seremos responsabilizados por todo e qualquer ato de displicência praticado enquanto estivermos encarnados.

 

“A semeadura é livre, mas a colheira é obrigatória."        

          

Pai Marlus de Ogum

Teólogo Espírita