COMUNICADO.

 

Em função da significativa melhora nos números relativos à contaminação pelo Coronavírus, estamos extinguindo a necessidade de agendamentos. 

Nossas giras são as segundas e quintas feiras, com início sempre as 20:00 horas. Sejam todos bem vindos. 

 

Nosso endereço: Rua Maestro Romualdo Suriani, 67-B (antigo nº 49). Jardim das Américas, Curitiba-PR.

 

Recomendamos a utilização de máscaras durante sua permanência no terreiro.

 

Axé!
 

TERREIRO DE UMBANDA PAI ARRUDA DA GUINÉ - TUPAG

 

FIRMEZA DO ANJO DA GUARDA.

 

Antes de falarmos sobre a firmeza que devemos fazer aos nossos Anjos da Guarda, é importante entendermos mais sobre quem ele pode ser.

 

No meu entendimento, o Anjo da Guarda é um ser supremo. Uma força divina de muita Luz, designada pelo Pai Maior no momento da nossa reencarnação para nos proteger e nos guiar sempre pelos caminhos da Luz. Aconteça o que acontecer, esse ser supremo sempre nos ajudará, nos protegerá, nos ensinará a melhor forma de resolvermos as dificuldades do dia a dia e nos mostrará qual o melhor caminho a ser seguido. Por esta razão, não é raro que durante as consultas com as Entidades em nossa casa, um dos trabalhos passados aos consulentes seja justamente o de firmar o Anjo da Guarda.

 

Seguindo essa mesma linha de pensamento, porém com uma análise muito mais profunda, Pai Fernando de Ogum em sua obra Grifos do Passado, página 86, nos ensina que nossos Anjos da Guarda podem ser nossos próprios Espíritos.  “ Anjos são os espíritos puros criados por Deus, e significam mensageiros, e Anjo da Guarda é o anjo que Deus dá a cada homem, para protegê-lo. Se temos dentro de nós a vontade e a partícula Divina, não pode ser essa essência, nosso próprio guardião? E se nessa vida, estamos vivendo uma unidade de encarnação, temos todo direito de evocar a somatória de nossas vidas anteriores, para proteger a nossa atual. Quem melhor que nosso próprio espírito, para nos proteger? ” Creio que a reflexão seja bastante válida, mas certamente, se existe um mistério dentro da Umbanda, ele se chama Anjo da Guarda. Conseguiremos a perfeita compreensão deste e de outros pontos de certa forma desconhecidos por nós através do tempo e de seus ensinamentos.

 

Voltando à firmeza do Anjo da guarda, por qual motivo ela é tão necessária? Nosso Anjo da Guarda precisa da luz gerada pela vela? Creio que não, afinal, um ser supremo, criado por Deus para nos proteger, certamente é possuidor de toda Luz que a Espiritualidade possa lhe conceder para essa missão. Mas então qual a finalidade dessa firmeza? Eu acredito que seja por nós mesmos, nós sim enquanto seres encarnados e imperfeitos necessitamos de Luz para conseguirmos entender os sinais e orientações passados o tempo todo por nossos Anjos Guardiões e seguirmos nossa caminhada pelos caminhos da Luz, em direção à Luz.

 

Para fazermos a firmeza do Anjo da Guarda é necessária apenas uma vela de 7 dias branca (pode ser substituída por velas palito, a diferença que essa vela palito será acesa uma nova a cada dia. Antes de acender uma vela verifique se o local oferece segurança para isso. Superfícies inflamáveis, ou próximas a tecidos, papeis, combustíveis e materiais inflamáveis não devem ser utilizadas) e um copo com água. Melhor se essa água for pura, sem aditivos químicos. Ela servirá para potencializar a força da luz da vela pois é uma excelente condutora de energias. A vela pode ser firmada em um pires de louça branca ou em um suporte comum para as velas de 7 dias ou velas palito. Após acendê-la e colocarmos a água no copo, devemos fazer uma oração vinda do nosso coração. Primeiramente devemos agradecer por toda a proteção recebida, pela nossa saúde, pela nossa família, pela nossa fé, pelo nosso trabalho, por mais um dia vivido com as bênçãos do Divino Criador. Depois dos agradecimentos devemos pedir o que precisamos, mas principalmente, para que sejamos entendedores dos sinais que os Anjos da Guarda, Orixás e Guias nos passam o tempo todo e que a vela e a água sirvam como potencializadores desse entendimento, que sejam elementos de aproximação entre nós e o Sagrado e que todo e qualquer mal ou energias negativas sejam afastados das nossas vidas.

 

Alguns Pais de Santo ensinam ainda a utilização de cristais, mel ou a utilização de uma quartinha de louça branca em substituição ao copo. Todos estes elementos farão o mesmo papel que a água, potencializarão a luz gerada pela vela para que seja absorvida por nós. Eu sempre defendo que, por não ser uma religião codificada, na Umbanda não existe certo  ou errado, desde que o bom senso o respeito ao próximo e o bem prevaleçam. 

 

Após os 7 dias, a água deverá ser descarregada, preferencialmente em uma planta ou gramado e o processo deve ser refeito, semana após semana.  Importante ressaltar que não adianta firmar e não fazer mais nada até o momento em que a vela terminar. As orações deverão ser diárias, este é o momento onde exercitaremos nossa fé e nos religaremos ao Sagrado.

 

Não existe um dia específico para firmar o Anjo da Guarda. Pode ser nos dias de gira, para quem é frequentador de algum terreiro ou no domingo por ser o início da semana, assim, criamos um ciclo constante de agradecimento pela semana que terminou e de pedidos pela que está iniciando.  

 

Reforço a questão de segurança. Não acenda velas em locais que não sejam apropriados. 

 

Axé!

 

Pai Luiz de Oxóssi.